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Neoxamanismo

Toda a estrutura universal é emanada de uma Inteligência Suprema - que denominamos Grande Mistério e na tradição yorubá/africana se chama Olodumare - origem única e princípio de todos os mundos, que comanda e zela pela sua evolução.
Este Ser permeia todos os reinos da manifestação cósmica, desde as maiores galáxias até os ínfimos espaços inter-atômicos. 
A reverência a grandiosidade desse Poder Absoluto e Onipotente é tal que a Ele não se erguem templos, não se idealiza a imagem nem se celebram rituais.

A Mãe Terra, o Ser vivo conhecido como Gaia, detém para nós a prioridade em todos os rituais, pois dela sai o sustento de todos os seus habitantes – e dela vem a nossa Planta de Poder. Nela estão contidos todos os reinos da Natureza e suas Hierarquias. 
Ela é o barro primordial que modelou não só o primeiro ser humano que aqui habitou, como todas as pedras, plantas, animais. É Ela quem propicia a água, o fogo e o vento. 

Dela nascemos e recebemos a oportunidade da experiência das sucessivas encarnações em matéria. Dela nos alimentamos e a Ela alimentaremos por ocasião da morte, pois tudo vem Dela e a Ela retorna. 

Segundo o mito yorubá, “o Grande Mistério – Olodumare – submeteu cada reino da Natureza a uma Energia Inteligente – Orixá. Os seres humanos foram instruidos a sempre que necessitassem de algo relativo a um dos respectivos reinos,  pagar um tributo em forma de sacrifício ao respectivo Orixá. O último dos reinos era o planeta Terra, que foi concedido a Onilé. Seu tributo seria a propria Vida, pois nela repousam os restos minerais de todos os corpos que, desde o início, aqui viveram. Dessa essencia vital ela se alimenta e por sua vez, concede vida, num ciclo ininterrupto. Por isso, Onilé deveria ser propiciada sempre, para que o mundo continuasse a existir, sempre gerando novas vidas e assim assegurando a continuidade de planeta Terra.”  

 Por isso prestamos reverência a Mãe Terra, fonte da Vida e de todas as riquezas, sempre procurando preservar todas as formas de Vida e estabelecer harmonia com a Natureza, conscientes de que o equilíbrio é um sistema de compensação e permuta. 
Nossa Mãe Terra é a constante testemunha de todas as nossas ações. Perante Ela são firmados os pactos e diante Dela podemos clamar e contar com a Justiça Divina. No mar ou em terra firme, estaremos sempre pisando sobre Ela. 
Considerando o Universo infinito, no momento Ela é o nosso lar.
Segundo a milenar concepção yorubá, todo o processo de existência se desenvolve nos planos físico - o aiyê - e o extrafísico - o orun. Tudo o que se manifesta no aiyê tem a sua pré-existência no orun. Tudo o que existe no plano material possui o seu duplo no orun - fato que, curiosamente, vem sendo concebido pela física atual.
Como a possibilidade de Vida na Terra é atribuida ao Sol, segundo a mitologia yorubá, Obatalá, que é o próprio Logos Solar, fecundou a Terra, resultando na existência de todos os seres viventes.
Assim, puderam ercarnar na Terra os seres que já aguardavam no orun, a fim de concretizar aqui a sua vivência no plano físico.
Por isso nós nos consideramos filhos do Sol - aquele por trás do sol físico - e a Ele prestamos a devida reverência.

 

"Salve a Vida, salve a Vida !
que deu forma à minha mãezinha querida.
Raio de Luz na treva viajou
e aqui chegando a matéria fecundou.

  Com a mente que herdei do meu Pai Sol
e o corpo que minha Mãe Terra fez com tanto amor
vou superando todo esse mêdo
que me enredou num mundo de morte e dor".

(Eliane Haas - Hinário da Era de Aquário 26)

 

Segundo os ensinamentos iniciáticos das antigas tradições, nossa missão na Terra é, vivenciando a dualidade, evoluir, aprender, buscar a Luz onde toda a Vida teve origem. Passar pela experiência da encarnação em matéria buscando o conhecimento Maior, desvendando um pedacinho do Grande Mistério Cósmico onde estamos inseridos e admitindo a plena soberania do Eu Divino, que é a nossa essência. Descobrir como o amor é a vibração de toda a Emanação Divina e o verdadeiro Conhecimento, a chave fundamental da evolução.

A beleza e a força das culturas ancestrais das Américas, vivendo em contato estreito e reverente com a consciência da Natureza, criaram Mestres Xamânicos que desenvolveram um profundo entendimento e aprenderam a trabalhar com o conhecimento das plantas, seus dons e limitações, com os Reinos das Quatro Direções e seus elementais. Assim, criaram um sistema próprio de evolução espiritual e suas civilizações passaram pelas fases naturais do desenvolvimento, apogeu e declínio, desintegradas pelos colonizadores europeus.

Como as línguas nativas não possuíam escrita, o conhecimento baseava-se na oralidade. À medida em que as etnias iam sendo dizimadas ou conquistadas por meio da guerra, eram forçadas a assimilar os costumes e dogmas coloniais europeus. A maior parte do saber ancestral foi diluído ou sincretizado, uma vez que os remanescentes foram obrigados a adotar a doutrina cristã e acabaram finalmente absorvidos pela cultura industrial.

Uma nova mentalidade foi implantada. Uma mentalidade que trouxe benefícios tecnológicos, mas embotou a sensibilidade, a intuição e a espiritualidade.

ORIGENS XAMÂNICAS

Conta uma lenda siberiana, que no início da Vida no planeta tudo vivia em paz e harmonia. Dois povos celestiais habitavam a Terra. O povo que vivia no ocidente era bom e o povo que vivia no oriente era mau. O povo mau enviou aos homens doenças e morte. Para aliviar o sofrimento das pessoas, os Deuses enviaram uma Águia para transmitir poderes medicinais.
A Águia foi até os homens, mas estes não entendiam a sua linguagem, e assim, ela não conseguiu transmitir-lhes a ciência e o dom da medicina. Voando e com a firme decisão de cumprir a sua missão, viu das alturas uma bela mulher, dormindo nua, nas sombras de uma árvore. A Águia pousou, fez amor com a mulher e como fruto deste ato, nasceu o primeiro Xamã da Terra.
Essa metáfora bem ilustra a ligação do Xamã com o reino animal.

Na Sibéria, entre os Buriatas, o animal totem que protege o Xamã é chamado de Khubilgan - palavra que significa metamorfose - assumir outra forma. 
A associação da viagem xamânica com o vôo de uma ave, bem como a associação a animais de poder é comum no Xamanismo.

Quem pratica o Xamanismo torna-se cocriador da vontade coletiva da Natureza. Torna-se agente de mudança dentro do drama da evolução. Liberta-se da ilusão de isolamento e adentra a realidade da inter-relação de toda a Vida. A prática do Xamanismo leva você a alinhar-se com as forças de Cura da Natureza. Lá você encontra equilíbrio e integração. Lá você sabe “quem é e para onde vai”.

                

A "Arte do Êxtase" é, provavelmente, na História da humanidade, a mais antiga forma de religação com o Sagrado. Arqueólogos encontraram indícios da sua presença praticamente junto com o surgimento do homo sapiens, em todos os continentes da Terra. Utiliza-se de técnicas arcaicas de êxtase que independem do grau de evolução espiritual ou intelectual das civilizações, pois se encontram ancoradas na própria estrutura dos inconscientes individual e coletivo, em suas relações com o Infinito.

A obra de Carlos Castañeda contribuiu para a popularização do Xamanismo que, juntamente com muitas outras linhas e técnicas, hoje constitui mais uma opção dentro desta rica e eclética Era de Áquário - que ora se inicia. Sua prática milenar estabelece contato com outros planos de consciência e outras dimensões do Universo, constituindo a primeira forma sistematizada deste tipo de acesso. À exemplo do Yoga e das técnicas de Meditação e Respiração, o Xamanismo visa alcançar estados alterados e expansão da consciência para além dos limites comuns.

Dispensando longas e exaustivas práticas - incompatíveis com a rotina profissional de pessoas comprometidas com a sociedade atual - os rituais xamânicos atingem esses estados, através do ritmo de tambores, danças, exercícios e, no nosso caso, de Plantas de Poder, chamados elementos enteógenos. A intensidade e diversidade das vivências que esses enteógenos propiciam, vem sendo estudada sob vários enfoques científicos. Para o xamã, cada reino da Natureza é habitado por um princípio inteligente.

Sem dogmas religiosos, nós nos apoiamos na Rede Universal de Poder que sustenta toda a Vida. Se hoje a ciência – através da Teoria das Cordas - chegou à conclusão de que existe uma “teia” interligando todas as formas de Vida, para os xamãs o mundo nunca foi um ambiente meramente físico com partes isoladas, obedecendo a leis pré estabelecidas. Pedras, plantas, animais, fogo, água vento, todos estão impregnados de uma Energia Una que cria coerência e empresta significado ao mundo, nos permitindo viver em equilíbrio e harmonia nesta nossa existência terrena.

O TEMPO PRESENTE

No presente momento de despertar da Terra e resgate dos legados ancestrais em todo o planeta, (res)-surge um Neoxamanismo, destinado a restaurar esses elementos perdidos de sabedoria e conhecimento.
Hoje, num contexto diferente, chegamos a um ponto onde essa ancestralidade valorosa pode ser honrada – por quem assim o desejar e estiver em sintonia com esse chamado – pois alguns dos Guardiões desta Medicina Sagrada caminham novamente pela superfície do planeta, encarnados nas mais diversas nações.
Na contramão das doutrinas religiosas formais, é um presente da Mãe Natureza, oferecendo a chave para a jornada Interior do autoconhecimento e do êxtase, em conexão direta com o Divino, rumo à ascensão.

Na conexão com o Divino não adotamos crenças dogmáticas, pois estamos convictos de que sectarismos maniqueístas fazem parte de um paradigma obsoleto que causou muitas dores à humanidade. Para esta mentalidade não haverá lugar dentro da espiritualidade universalista e cósmica da Nova Era.

No Céu da Águia Dourada a presença evidente e efetiva da egrégora que nos sustenta e ilumina, ligada à Hierarquia Dévica é encabeçada pelas primeiras energias inteligentes que comandam a Natureza do nosso Planeta, desde muito antes dele abrigar seres humanos.

Essas energias, conhecidas e cultuadas em várias culturas no decorrer dos nossos quase 300 000 anos de Consciência, foram identificadas pela cultura africana yorubá e denominadas “Orixás”.

O Neoxamanismo, conforme praticamos no Céu da Águia Dourada, além do caráter iniciático (cada frequentador pode optar por se iniciar e, assim, integrar um estreito círculo de práticas e estudos esotéricos) utiliza vários recursos como meditação, técnicas de respiração yogue e  holotrópica, exercícios fundamentados na bioenergética, cristais e musicoterapia. Enfim, toda a gama de recursos que a Era de Aquário reintroduziu - sempre ligados à sagrada planta milenar.
Pautamos nossa atuação fiéis aos princípios sagrados do livre arbítrio e da liberdade, pois o trabalho ocorre dentro da intimidade de cada um com o Mestre, que é a Ayahuasca, e o discípulo, que é a semente Divina que habita a soberana Mente individual.

No entanto, cabe a ressalva de que o uso das Plantas Sagradas - como todas as medicinas na infinita diversidade do nosso Planeta - não é adequado a todas as pessoas, dependendo de uma afinidade física, psíquica e espiritual.

É um caminho para corajosos e responsáveis que se empenham em emprestar um sentido maior as suas existências, através do aprimoramento individual em termos de aprendizado e evolução, para ter uma missão cumprida a apresentar quando seu tempo aqui na Escola Terra se “esgotar”.

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