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Histórico

XAMANISMO URBANO – ORIGENS HISTÓRICAS

Raimundo Irineu Serra ( 1892 / 1971) foi quem trouxe a Ayahuasca para o centro urbano de Rio Branco / AC , criando a estrutura ritual / cerimonial de uma doutrina sincrética absolutamente brasileira, por ele rebatizada de "Daime" : dai-me Luz, dai-me Amor.

Fundou o Centro de Iluminação Cristã de Luz Universal (CICLU) promovendo assim um xamanismo coletivo onde todos - e não só o xamã - passaram a compartilhar ativamente a bebida sacramental. 

À partir de 1934, o Mestre Irineu começa a organizar o seu trabalho, estabelecendo normas rituais, de fardamento, de bailado, de hinários e de calendário oficial, sempre fundamentado no cristianismo - o que, na época, foi decisivo para tornar a doutrina do Santo Daime polìticamente correta num ambiente de preconceitos e perseguição aos vegetalistas nativos. Tornou o Daime respeitado e popular no Acre. Natural do Maranhão, Mestre Irineu trouxe para a linha do Santo Daime alguns elementos de herança da sua linhagem espiritual da encantaria nativa.  Do seu núcleo saíram várias dissidências e ramificações, destacando-se a Barquinha e o Cefluris.

Após a morte do Mestre Irineu Padrinho Sebastião foi o responsável pela ampla difusão do Santo Daime através do Brasil e no exterior . A ele devemos gratidão por termos tido acesso a esta Sagrada Bebida. Mestre Irineu e Padrinho Sebastião são a raiz do Céu da Águia Dourada. Sebastião Mota de Melo, que já realizava um trabalho na linha de cura, destacou-se com o seu grupo, criando a Colônia 5000 e transferindo-se mais tarde para uma região no interior do Amazonas, numa localidade que denominou Céu do Mapiá. Padrinho Sebastião foi o responsável pela ampla difusão do Santo Daime através do Brasil e no exterior.

Em 1961, José Gabriel da Costa (1922 / 1971) fundou a União do Vegetal (UDV) na Amazônia, em região próxima à fronteira entre o Brasil e a Bolívia. Quatro anos mais tarde mudou-se para Porto Velho, onde consolidou a instituição que no final do séc. XX já era a maior usuária da Ayahuasca, por ele denominada Hoasca.

ASPECTOS LEGAIS & FARMACOLOGIA

O crescimento e difusão dos diversos grupos religiosos que utilizam o Daime / Ayahuasca gerou resistência nos setores conservadores da sociedade , que pressionou o Conselho Federal de Entorpecentes (Confen) para embargar o funcionamento destas instituições nos grandes centros metropolitanos. No entanto, a 2 de junho de 1992, após acuradas investigações, o Conselho decidiu liberar definitivamente a utilização do chá para fins religiosos em todo o território nacional. Segundo a então presidente do Confen, Ester Kosovsky, "a investigação, desenvolvida desde 1985, baseou-se numa abordagem interdisciplinar, levando em conta o lado antropológico, sociológico, cultural e psicológico, além de análises fitoquímicas". 

Em 1987, o parecer do CONFEN (Conselho Federal de Entorpecentes) concluiu que os rituais religiosos realizados com a bebida sacramental  Ayahuasca não trazem prejuízos à vida social e sim, contribuem para a sua maior integração, sendo notórios os benefícios testemunhados pelos membros dos grupos religiosos usuários.
Institucionalizou-se como elo de ligação entre o homem e as forças programadoras do seu destino, proporcionando autoconhecimento e autocura.

O relator do processo de investigação, Domingos Carneiro de Sá, explicou que o fato fundamental para a liberação da bebida foi o comportamento dos daimistas e a seriedade dos centros que utilizam o chá em seus rituais:
" Não foram observadas atitudes anti sociais dos participantes dos cultos. Ao contrário, constataram os efeitos integrados e reestruturantes do Daime em indivíduos que antes de participarem dos rituais apresentavam desajustes sociais ou psicológicos". 

A suspeita de que a bebida seria alucinógena está definitivamente descartada na resolução publicada pelo Conad. Ela chegou a ser incluída - erroneamente - na lista de substâncias proibidas pela da Divisão de Medicamentos (Dimed), mas a medida foi suspensa, provisoriamente, em fevereiro de 1986. "Suspensão essa", segundo a resolução, "que se tornou definitiva, com base em pareceres de 1987 e 1992, indicados em ata do Confen", o Conselho Federal de Entorpecentes - extinto e substituído pelo Conad.

As folhas da chacrona contêm o alcalóide DMT (dimetiltriptamina), com a fórmula química idêntica a de um neurotransmissor (a serotonina). Não são psicoativas quando ingeridas isoladamente, devido a rápida destruição deste alcalóide pela MAO ( monoamina oxidase), uma enzima naturalmente presente no organismo humano. Esta enzima, fisiològicamente presente no sistema digestivo, tem como função destruir as diversas monoaminas naturalmente contidas nos alimentos.  

As betacarbolinas ( harmina, harmalina e tetra-hidroharmina) contidas no cipó jagube  têm ação inibidora sobre a MAO, elevando os níveis de serotonina no organismo. Assim, cerca de trinta minutos após a sua ingestão, já atingindo o intestino delgado, seu principal alcalóide psicoativo é absorvido pela corrente sangüinea, segue até o sistema nervoso central. Efeitos purgativos e eméticos podem ocorrer.

A DMT , tão logo ingerida, é normalmente oxidada e decomposta pela enzima MAO. No caso da Ayahuasca, no entanto, ocorre que as betacarbolinas contidas no jagube inibem a enzima MAO , a ponto de evitar a degradação da DMT, possibilitando a sua absorção e penetração na corrente sabgüinea, afetando os neurônios serotonérgicos e gerando uma hiperestimulação das funções cerebrais perceptivas, cognitivas e menemônicas, que desencadeia uma liberação de emoções reprimidas, recordação de memórias remotas e geração de imagens arquetípicas.

 

Por uma questão de prudência e prevenção de problemas, o uso da Ayahuasca / Daime deve ser evitado concomitantemente com elementos inibidores da MAO, já que poderia levar à chamada "síndrome serotonérgica". Também não é recomendado para pessoas em tratamento com fármacos psicoativos, principalmente antidepressivos.

O seu uso é contra indicado para usuários dos seguintes medicamentos:
Fluoxetina (Prozac e similares), Paroxetina (Aropax, Cebrilin, Pondera), Sertralina (Novativ, Sercerin), Citalopram (Denyl, Cipramil), Imipramina (Tofranil), Desipramina (Norpramina), Clomipramina (Anafranil), Venlafaxina (Efexor), Tranilcipromina (Parnate, Stelapar), Fenelzina (Nardil), Lítio (Carboclim, Litiocar, Neurolithium), Ritalina.
Além disso, não é apropriado para pessoas com personalidades esquizóides, pré-psicóticos e neuróticos com instabilidade de identidade e altos níveis de ansiedade, como síndrome do pânico.

LEGISLAÇÃO DA AYAHUASCA NO BRASIL  -  por  Luis Pereira
O uso ritualístico da Ayahuasca é garantido, no Brasil, pela Resolução n. 04 do CONAD.
Durante décadas o governo brasileiro vem estudando as atividades da Ayahuasca e inicialmente dois pareceres técnicos do antigo Conselho Federal de Entorpecentes (Confen), por iniciativa da União do Vegetal, pesquisou o uso religioso do chá em duas oportunidades, em 1986 e em 1992, por meio de comissão mista interdisciplinar.

Conforme relatório do Conselho Federal de Entorpecentes, assinado pelo Dr. Domingos Bernardo Gialluisi da Silva Sá, foi concluído que as plantas utilizadas na elaboração da Ayahuasca ficassem excluídas da lista de produtos proscritos pela Dimed (Divisão Médica do Confen). Essa conclusão foi aprovada pelo plenário do Confen, baseada em pesquisa feita por um Grupo de Trabalho nomeado pelo Ministério da Justiça. O relatório atesta que não há qualquer fato comprovado de que a Ayahuasca provoque prejuízos sociais.

Cito aqui – por julga-los eloqüentes – alguns trechos do parecer do Confen de 1986, aprovador por unanimidade e assinado pelo Dr. Domingos Bernardo de Sá, que presidiu o Grupo de Trabalho incumbido de examinar a questão:

“Padrões morais e éticos de comportamento em tudo semelhantes aos existentes e recomendados em nossa sociedade, por vezes até de um modo bastante rígido, são observados nas diversas seitas. Obediência à lei pareceu sempre ser ressaltada”.
“Os seguidores das seitas parecem ser pessoas tranqüilas e felizes. Muitas atribuem reorganizações familiares, retorno de interesse no trabalho, encontro consigo próprio e com Deus, etc., através da religião e do chá”.
“O uso ritual do chá parece não atrapalhar e não ter conseqüências adversas na vida social dos seguidores das diversas seitas. Pelo contrário, parece orienta-los no sentido da procura da felicidade social, dentro de um contexto ordeiro e trabalhador”.

Perante estes e outros fatos, no dia 2 de junho de 1992, o conselho decidiu liberar definitivamente a utilização da Ayahuasca para fins religiosos em todo o território nacional. Segundo a então presidente do Confen, Ester Kosovsky, "a investigação, desenvolvida desde 1985, baseou-se numa abordagem interdisciplinar, levando em conta o lado antropológico, sociológico, cultural e psicológico, além de análises fitoquímicas."

O relator do processo de investigação, Domingos Carneiro de Sá, explicou que o fato fundamental para a liberação da bebida foi o comportamento dos usuários e a seriedade dos centros que utilizam o chá em seus rituais: Não foram observadas atitudes anti-sociais dos participantes dos cultos, ao contrário, constataram os efeitos integrados e reestruturantes com indivíduos que antes de participarem dos rituais apresentavam desajustes sociais ou psicológicos.

São muitas as instituições religiosas que hoje, no Brasil, fazem uso da Ayahuasca. E há entre elas muita diversidade de rituais e doutrinas. Mas, em comum, pode-se dizer que todas se empenham para evitar o uso inadequado do chá e para esclarecer os objetivos construtivos de suas respectivas instituições.

Com essa finalidade, foi assinada em 191, em comum acordo entre as maiores instituições usuárias da Ayahuasca, uma “Carta de Princípios”, estabelecendo procedimentos éticos comuns em torno do uso da Ayahuasca, e, sobretudo, buscando regular o relacionamento das seitas com os veículos de comunicação, de modo a evitar a perpetuação de equívocos, prejudiciais a todos.

Recentemente, em 2006, por ocasião do Seminário da Ayahusca em Rio Branco do Acre, foi instituido o Grupo Multi-disciplinar de Trabalho para os estudos da Ayahuasca, conforme resolução n. 04 do Conad, que por sua vez, após meses intensos de investigação implementaram o atual "Documento de Deontologia", que visa trazer ainda mais legalidade as atividades dos grupos legalmente constituídos. Este relatório final foi aprovado pelo GMT em 23 de Novembro de 2006.

Finalmente, no dia 26 de Janeiro de 2010, foi publicado no Diário Oficial da União - No. 17 - na página 58, a Resolução N.1 do CONAD, dando por aprovado o Relatório Final do GMT.

“Defendida por todas as instituições usuárias como detentora de dons divinos, capaz de ampliar a sensibilidade humana para além da percepção normal, há mais de 40 anos, gerações vem bebendo a Ayahuasca - sob várias denominações - em rituais , tendo a oportunidade de presenciar uma profunda transformação em suas vidas”.

INSTRUÇÕES PARA PARTICIPAÇÂO NOS TRABALHOS COM A AYAHUASCA NO CÉU DA ÁGUIA DOURADA

A primeira participação é vinculada a uma entrevista prévia com o comando da Casa. Sendo o nosso ritual um trabalho de interiorização mental, não contamos com a presença de uma assistência passiva e o ingresso no salão é exclusivo para quem realmente deseje comungar o sagrado sacramento, que particularmente denominamos "Luz Divina".

Da preparação prévia

A participação deve ser  voluntária. Em nossa tradição não se convida para "entrar na Luz Divina", pois consideramos sagrado o livre-arbítrio de cada um e a opção deve resultar de apelo íntimo, proveniente do próprio Ser Divino presente na bebida. A bebida Ayahuasca é apenas o veículo material que propicia a manifestação do  Mestre Interior que habita cada Ser consciente. É Ele  quem vem ensinar, curar e transformar todo aquele que assim o deseja, sinceramente, dentro da sua mais profunda  intimidade. Os resultados obtidos dependem de merecimento cármico e sobretudo afinidade.

Recomenda-se uma preparação durante os três dias que precedem o trabalho.

Ela consiste em abstinência sexual, de álcool e, se possível, de carne vermelha.  Esta preparação, aliás comum a trabalhos espirituais de qualquer linha de caráter esotérico, é uma sugestão para quem deseja obter uma sintonia mais fina com a conexão que deseja estabelecer e, assim, obter um bom resultado. Não é obrigatória, pois, conforme já foi dito, respeitamos o livre-arbítrio, cabendo a cada um estar disposto ou não a acatar  as instruções de quem melhor conhece o assunto.

Na Jornada é preferível que se evitem roupas pretas, pois esta cor não é condizente com a nossa linha. Homens e mulheres de calças ou saias compridas. Camisetas tipo regata, bermudas, barrigas de fora, decotes e roupas transparentes não são apropriados para a ocasião e, portanto, não são permitidos. Cada pessoa deve trazer chinelos ou sandálias que use em sua casa, à fim de não pisar no salão com o calçado que anda na rua. Mesmo durante as estações quentes, é aconselhável trazer algum agasalho, pois a temperatura em Friburgo cai bastante durante a noite. Caso pretenda pernoitar nas nossas dependências, trazer roupa de cama e utensílios para a sua higiene pessoal.
Trazer para usar no salão e dependências, um calçado que não seja usado na rua. Pode ser o chinelo que usa em casa.
É importante chegar com antecedência de cerca de duas horas ao início do trabalho,  para ser entrevistado, orientado ou receber eventuais esclarecimentos.

Da atitude durante o Ritual

Rituais que utilizam uma bebida sagrada, expansora da consciência, não têm finalidade recreativa ou tampouco cumprem a tarefa de saciar a curiosidade.  Como elemento enteógeno que é, a bebida sagrada atua como elemento de religação com o Divino. Portanto, faz-se necessária uma postura de respeito e concentração, adequada a seriedade do propósito, observando os limites do espaço físico do seu corpo, evitando movimentos  desnecessários, tiques e barulhos, procurando não incomodar quem está ao lado.

Os olhos devem ser mantidos, preferìvelmente, fechados. A visão a ser utilizada é a visão interior. Aquela situada no chakra frontal. A visão física desperta a curiosidade, dispersa e distrai, prejudicando a necessária concentração. O ideal é que se atinja um bom grau de relaxamento,  porém com a coluna ereta. Sem ansiedade ou qualquer tipo de expectativa.

Deparar-se com a Luz Divina, que é a nossa própria essência, pode causar grande emoção e até medo, a ponto de nos desconectar com aquela Realidade sublime. Vislumbrar os nossos defeitos e as ações que provocaram o nosso atraso espiritual e, por conseguinte, sofrimentos, pode causar grande tristeza e frustração. Cabe ao buscador da Luz confiar e procurar  as soluções que possam sanar esses problemas. Geralmente eles demandam algum tipo de mudança de atitude. Um dos aspectos mais importantes do trabalho com a Ayahuasca é, justamente, iluminar as trevas interiores, tornando consciente o que até então era inconsciente ou reprimido.

Coragem e autocontrole são virtudes essenciais para o buscador sério de uma espiritualidade transcendente, que não se restrinja a fundamentos de cunho moral. Por isso, é importante confiar e não temer o que possa ocorrer durante os trabalhos, consigo ou com as demais pessoas. Se sentir necessidade, não ter escrúpulos em solicitar ajuda a um dos membros do Comando. Se vier acompanhado, não se preocupar ou tentar auxiliar a outra pessoa, confiando no Comando da Casa, que está apto a resolver qualquer tipo de problema. O trabalho é individual.

 

Um processo de limpeza pode ocorrer no momento em que a pessoa se depara com mazelas que a impedem de viver em plena harmonia, algum impasse físico, emocional ou espiritual. A limpeza se manifesta através de vômito, diarréia, lágrimas ou simplesmente mediante a conscientização de um erro e do vislumbre de sofrimentos decorrentes dessa mesma falta, como consequência da Lei do Carma. O processo de limpeza é passível de se repetir em qualquer estágio ou situação da vida,  sempre que a pessoa dele necessitar, não constituindo indício de inferioridade e, muito menos, motivo de vergonha.

É recomendável que não se recuse qualquer dose e quantidade da Luz Divina  servidas durante o trabalho. Prezando o livre-arbítrio, não se impõe a sagrada bebida a quem quer que seja,  mas, à partir do momento em que a pessoa tomou a iniciativa de participar da Jornada, deve procurar cumprir todas as suas etapas, para dela tirar o melhor proveito  possível. Podemos assegurar que todos os participantes, ao final do ritual, se encontrarão em condições de pleno bem-estar. Em se tratando de um Trabalho de corrente espiritual, é fundamental que todos estejam na mesma sintonia. Se porventura a pessoa estiver se sentindo um pouco enjoada com a primeira dose e com receio  de tomar a segunda, esta dose provàvelmente proporcionará  uma alteração naquele estado, que acabará se dissipando, trazendo equilíbrio e bem-estar.

Permanecer ao ar livre, encantando-se com as maravilhas da natureza, pode ser inspirador mas não é aconselhável, uma vez que a corrente espiritual atua no salão e, salvo por necessidade de ordem fisiológica, a pessoa ali deve permanecer durante todo o tempo do trabalho. Por uma questão de segurança, o participante deverá assumir o compromisso de ali permanecer  até o encerramento da Jornada.
A Ayahuasca expande a consciência, deixando a pessoa mais sensível, física e espiritualmente, não sendo prudente sair à rua sem que o Comando tenha dado o Trabalho por concluído. Procure se informar sobre a sua duração para não se dispersar com ansiedades relativas ao controle do tempo.

Considerações Finais

Rituais que utilizam uma bebida sagrada, expansora da consciência, não têm finalidade recreativa ou tampouco cumprem a tarefa de saciar a curiosidade.  Como elemento enteógeno que é, a bebida sagrada atua como elemento de re-ligação com o Divino. Portanto, faz-se necessária uma postura de respeito e concentração, condizente com a seriedade do propósito.
Jamais houve, na história desta planta sagrada, qualquer ocorrência negativa causada pelo seu uso adequado. Ao contrário, só se registram curas e transformações  nos âmbitos material e espiritual.
As experiências proporcionadas pela Ayahuasca são, geralmente, inesquecíveis e resultam em  aprendizado, conscientização e expurgo de sentimentos que geram atitudes perniciosas para a nossa vida e evolução espiritual. Assim, consideramos as atividades do Céu da Águia Dourada uma verdadeira Escola, pois a cada Jornada um aprendizado sério e sob medida é realizado, cobranças são detectadas e a evolução pessoal se concretiza.
Nesta Escola o ingresso e a permanência de qualquer participante é voluntária. Se a pessoa, após meses ou até muitos anos de participação, considera que já aprendeu o suficiente ou  já não tem disposição para colocar em prática os ensinamentos recebidos, é livre para se retirar.   Não é permitido fumar nas dependências do Céu da Águia Dourada. Consideramos este espaço um local de cura para diversos tipos de enfermidades e seria incoerente liberar o uso de substâncias nocivas à saúde ou cultivar um vício num local destinado à cura. Não é permitido, tampouco, se ausentar das nossas dependências, durante os trabalhos, para fumar na rua.
O Céu da Águia Dourada  é uma entidade sem fins lucrativos, porém, seria importante frisar que o custo de produção da bebida Ayahuasca é alto. A manutenção das nossas instalações com eletricidade, água, velas, incensos e resinas, essências, papel higiênico, material e serviço de limpeza, também não é barata. Ceia e café da manhã são oferecidos a quem ali permanece.
Nada mais justo, portanto, que se estipule, para a participação nos Trabalhos, a contribuição  mínima de R$ 50,00, à fim de compensar essas despesas.

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