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Ayahuasca

O uso da bebida sacramental Ayahuasca era restrito a família imperial inca, descendente de Inti, o rei Sol. Com a destruição do império, introduziu-se junto a várias tribos indígenas da região amazônica peruana, colombiana e brasileira, onde tornou-se conhecida por vários nomes, principalmente Ayahuasca e Yagé.

Conforme relatos históricos, o príncipe Atahualpa se rendeu aos invasores espanhóis , tentando negociar a própria vida e o trono que cobiçava, em troca de grandes quantidades de ouro. Como se sabe, confiar nos espanhóis custou-lhe a vida, pois mesmo entregando dezenas de metros cúbicos de ouro, acabou assassinado.

Há alguns historiadores que acreditam que o principe Huáscar, legítimo herdeiro do trono, sobreviveu à invasão espanhola, seguindo a orientação da sagrada bebida, fugindo para a floresta amazônica. Apesar de escritos de cronistas da época dizerem que Atahualpa mandou assassiná-lo, seu corpo nunca foi encontrado.

Errôneamente denominado "chá" - uma vez que não se trata de infusão, mas de uma longa decocção do cipó cientìficamente chamado Banisteriopsis caapi com as folhas de um arbusto da família das rubiáceas, denominado  Psychotria viridis - a poção Ayahuasca difundiu-se, durante séculos, dentre as dezenas de tribos nativas da bacia amazônica, muitas vezes com acréscimo de outros vegetais.

No Xamanismo indígena a Ayahuasca pode ser usada no contexto de guerra, caça, adivinhação e cura. Seu surgimento está relacionado a diversos mitos, conforme a etnia que a utiliza. 
As linhas urbanas do Santo Daime e da UDV conferiram uma roupagem cristã à bebida Ayahuasca. Por um lado, há a herança indígena segundo a qual o Daime / Vegetal é entendido como planta inteligente, "espírito-planta" com poder de nos ensinar, confortar ou punir. Por outro lado, uma forte simbologia cristã associa as revelações aos ensinamentos e tradições do Catolicismo popular.

Procura a "unio mistica" , a fusão do Eu com o Absoluto e busca, no plano individual, insights reveladores para a dissolução de conflitos internos, através do autoconhecimento, da compreensão de padrões cármicos e suas transformações. Atua, portanto, como instrumento de autoconhecimento e transformação. 
Plenamente inserido no paradigma da Era de Aquário, a prática neo xamânica abrange várias técnicas absorvidas nas tradições arcaicas e esotéricas, enfocando também recursos atuais.

Conhecido como Osanyin, Agué ou Katende (dependendo da região) o Orixá das folhas é originário de Iraô, perto da fronteira com o ex-Daomé. 

O SENHOR DO VEGETAL

Segundo a tradição africana, Osanyin é a Divindade detentora de todos os segredos, poder curativo e ritualístico das folhas. Associados à força das palavras (ofò) pronunciadas nos rituais, as cantigas de encantamento e saudações a Osanyin enquanto as folhas são manuseadas, despertam seu asè, ou seja, energia / força vital.
No ritual africano as palavras e histórias sagradas de cada folha são cantadas para despertar seu Poder.
Osanyin recebeu diretamente de Olodumare – o Grande Mistério, também denominado  o Supremo Arquiteto Universal - o conhecimento absoluto de todas  as plantas.

Conta o mito que Oya, a Senhora dos Ventos, considerando esse monopólio uma injustiça, agitou os ares numa ventania violenta, soltando a cabaça onde Osanyin guardava as folhas, no alto de uma árvore. Espalhou todas as folhas pelo chão, gritando para que todos os outros Orixás viessem pegá-las. À partir daí, cada Orixá passou a ter as suas próprias folhas ritualísticas.
Pronunciando uma frase mágica, Osanyin faz com que as folhas voltem para a sua floresta, ficando cada Orixá com algumas delas, mas sem o asè. Concorda que cada Orixá poderá ter suas próprias folhas, desde que no ritual sigam seus preceitos e passem por Ele.  Por isso, Osanyin prossegue sendo o Senhor absoluto de todas as folhas, pois só ele detém o segredo de acordar a Magia que transcende a simples composição química do vegetal.
Osanyin está sempre acompanhado de Aroni, uma espécie de executor das suas ordens, conhecido no Brasil como Saci-Pererê e no folclore amazônico daimístico associado ao rei Marachimbé. O som do seu chicote pode ser ouvido quando se adentra a floresta. Como em todo ritual de magia, a troca  faz parte também do ritual de cura com as plantas, através de um pagamento a Osanyin. todos os outros Orixás viessem pegá-las. À partir daí, cada Orixá passou a ter as suas próprias folhas ritualísticas.

Pronunciando uma frase mágica, Osanyin faz com que as folhas voltem para a sua floresta, ficando cada Orixá com algumas delas, mas sem o asè. Concorda que cada Orixá poderá ter suas próprias folhas, desde que no ritual sigam seus preceitos e passem por Ele. 

Por isso, Osanyin prossegue sendo o Senhor absoluto de todas as folhas, pois só ele detém o segredo de acordar a Magia que transcende a simples composição química do vegetal.

Osanyin está sempre acompanhado de Aroni, uma espécie de executor das suas ordens, conhecido no Brasil como Saci-Pererê e no folclore amazônico daimístico associado ao rei Marachimbé. O som do seu chicote pode ser ouvido quando se adentra a floresta.

Como em todo ritual de magia, a troca  faz parte também do ritual de cura com as plantas, através de um pagamento a Osanyin.

Na tradição africana os seus sacerdotes curandeiros, Olóòsanyin, tomam vários cuidados ao adentrar a mata para colher ervas: devem manter abstinência sexual na noite anterior, sair ainda de madrugada sem dizer palavra e deixar um pagamento em dinheiro logo que chegam ao local da colheita.

Todos esses cuidados deixam claro a suma importância que as folhas possuem no ritual africano, quando se costuma dizer: Kó sí ewé, kó sí Òrìsà (sem folhas não há Orixá).

No manuseio e utilização da Ayahuasca prestamos tributo a Osanyin, pois ele é quem confere Poder às duas plantas, Jagube/Mariri e Rainha/Chacrona.

O QUE VEM A SER A AYAHUASCA

Desde a introdução da agricultura e os consequentes festivais de culto à fertilidade, aparecem vestígios de divinização da Natureza e do uso cerimonial de cogumelos e plantas sagradas como elo de ligação com o Divino, ou seja, as primeiras hierofanias vegetais. Ainda nos primórdios da civilização hindu encontramos no Rig-Veda alusões ao Soma, consumido ritualmente em cerimônias dedicadas ao deus Indra. Deve ser o mesmo Haoma, citado no Zend-Avesta, atribuído a Zoroastro, na Pérsia.

A

Bíblia menciona uma planta, cálamo, cantada e louvada pelo rei Salomão. Um estudo dos mitos de todas as civilizações vem constatar a ação direta de enteógenos na simbologia e arquétipos que no inconsciente coletivo se apresentam.

A Mente Vegetal vem proporcionando à Mente Humana "revelações" sempre idênticas, expressadas através de experiências de êxtase comuns às mais diversas tradições, culturas e épocas através da história. 

O uso mágico-religioso da Ayahuasca, também denominada caapi ou yagé, passou das malocas da selva amazônica para alguns povoados da região, onde se mesclou com o catolicismo, o espiritismo, a pajelança e outros cultos de origem africana. 

O uso da Ayahuasca foi, durante séculos, difundido dentre as várias tribos indígenas da região. Absorvendo o espírito das duas plantas, passavam por experências psíquicas e vivenciavam fenômenos paranormais como telepatia, premonição, regressão a vidas passadas, contatos com espíritos de desencarnados, com encantados e elementais da natureza, realizavam viagens astrais. É conhecida também a função terapêutica da Ayahuasca, na identificação de doenças e prescrição de tratamentos.

No início do séc.XX, com o intercâmbio cultural entre índios e seringueiros, a Ayahuasca passou a ser conhecida e usada pelos nordestinos que colonizaram a Amazônia ocidental. 

Destes contatos surgiram grupos que sincretizaram o seu uso com o catolicismo popular, normatizando doutrinas de grande penetração urbana

Toda planta de poder é sagrada, só devendo ser  consumida ritualmente, uma vez que é uma poderosa chave que abre as portas do Divino.

No seio das várias etnias americanas, do Canadá a Terra do Fogo, podemos destacar o uso dos seguintes enteógenas:

Peyotl - o cacto das visões luminosas
Ololiuhqui - a erva da serpente 
Tlitliltzen - as sementes da virgem 
Mescal beans - as sementes das danças visionárias 
Teonanácatl (cogumelo)- a carne de Deus 
Pipiltzintzintli - a sálvia dos adivinhos 
Datura - a aliada dos pajés 
Tabaco - a erva exorcista 
San Pedro - a huachuma ou Don Pedrito, cacto que abre as portas do céu
Virola e Paricá - o pó da inspiração Rapé - o pó sagrado dos feiticeiros 
Coca - a folha do jejum e da vigília 
Hemp - a Santa Maria, princesa da beleza e da poesia
Jurema - a bebida sagrada da caatinga (nome técnico: Mimosa Hostilis)

Todas as Plantas de Poder / Mestras podem acabar tornando-se substâncias emocionalmente viciantes ou levar a desvios emocionais, se usadas de maneira imprópria, sem  direção confiável ou com propósito recreativo.

Sua utilização deve ser rigorosamente restrita ao uso sacramental, dentro da ritualística estabelecida por quem conhece e domina a sua essência.

A atividade xamânica é essencialmente ligada a processos de cura: física, mental, emocional e espiritual. Venerando a Vida que permeia a rede universal, desde as células até os astros - atua através de forte consciência ecológica, procurando preservar as condições ambientais do planeta Terra.

É importante ressaltar que nem todas as pessoas são talhadas para trabalhar com as Plantas de Poder. Este é um caminho bastante direto e objetivo, mas que pressupõe muita coragem, sobretudo flexibilidade, disposição para mudanças e mentalidade aberta, não cristalizada.  Quem experimenta e não sente afinidade com a Planta  de Poder, não precisa insistir - pois existem muitos outros caminhos que conduzem ao autoconhecimento e à Espiritualidade.

Propósito

Embora os trabalhos com a Ayahuasca se realizem dentro de uma corrente espiritual, todas as experiências são confidenciais e ocorrem no íntimo de cada um.

Denominamos "mirações" as visões que a Ayahuasca proporciona. Não se chamam visões, pois nela não somos meros espectadores, mas protagonistas de uma vivência supra real. A sua realidade é tão pujante que, sem dar margem a qualquer tipo de dúvida, conduz ao autoconhecimento, à autotransformação e ao aprendizado. 

A Ayahuasca que utilizamos compõe-se exclusivamente de Rainha/Chacrona e Jagube/Mariri.

A Rainha ou Chacrona (psychotria viridis) possui um princípio ativo, a dimetiltriptamina (DMT) que, embora responsável pela miração, permanece inócua, devido à ação da monoamina oxidase (MAO) existente no corpo humano.

A presença do Jagube ou Mariri (banisteriopsis caapi), no entanto, por ser rico em alcalóides de beta carbolina (predominando a harmina e a harmalina),age de modo a inibir a ação desta enzima e,desta forma, permite que se manifeste o fenômeno da miração.

Desta associação resulta, no decorrer de algumas horas, a “miração” - que não é apenas o que se vê, mas também o que se sente no íntimo e escuta através da voz do Eu Superior. Integradas num perfeito equilíbrio entre o Yin e o Yang estão:

A Luz - princípio feminino proveniente da folha - e a Força - princípio masculino encontrado no cipó - se unem gerando um estado sublime de elevação do nível da consciência, estabelecendo a perfeita comunhão com o Eu Superior.

Sendo a finalidade da miração a transformação do indivíduo na escalada da sua evolução pessoal, cabe ressaltar que o seu único valor e propósito reside na comprovação cotidiana de tudo o que se aprende através desta experiência. Então, a Ayahuasca é um Aliado de Poder que utilizamos na busca de orientação e comunicação com o nosso Eu Interior. Através dela viajamos através de outras dimensões e realidades. Trata-se de um processo mais eficiente para quem busca, através do Divino dentro de si, o acesso aos mundos interiores e também às dimensões mais elevadas do que os limites tridimensionais da nossa atual existência.

Como no desenvolvimento de qualquer aptidão, as técnicas exigem prática para que os benefícios sejam cada vez mais seguros e rápidos. O ideal é que se chegue ao ponto de, em meio à multidão ou diante de um confronto com alguém, possamos ter "os pés nos dois mundos" : o físico das aparências que nos cercam e o espiritual que detém o conhecimento real. Assim podemos realizar avaliações corretas e tomar as decisões mais apropriadas.

A capacidade de visualização global que a Ayahuasca confere é uma oportunidade de trabalharmos diferentes perspectivas de uma determinada situação quando, em situação "normal" do nosso cotidiano sinais e pistas óbvios, indicando o provável sucesso ou o fracasso de uma empreitada, seriam simplesmente ignorados.

Seguindo esta linha, a finalidade da utilização do Aliado de Poder Ayahuasca é romper filtros criados pelo inconsciente, tornando consciente, através de trabalho sistemático, grande parte dos nossos conflitos e aspectos reprimidos no decorrer desta ou de encarnações anteriores.

Essas chamadas Plantas Mestras são capazes de acelerar vivências e expandir nosso foco de consciência, tornando possível vislumbrar nossa Verdade mais íntima através de lentes multidimensionais. Esse acesso é possível quando as direcionamos no propósito de aquietar a mente consciente e iluminar as sombras corrosivas do que guardamos bem escondido no nosso íntimo - e nos recusamos a admitir ou enxergar. Quem bem conhece as suas próprias dores, melhor desenvolve a compaixão pelo sofrimento alheio. Essa perspectiva faz com que nos tornemos mais seguros, inatingíveis e bem sucedidos. 

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